sábado, 19 de julho de 2008

Papa Bento XVl na JMJ em Sidney Australia

Aproximai-vos do abraço amoroso de Cristo;
reconhecei a Igreja como vossa casa Queridos jovens,

Que grande alegria é para mim poder saudar-vos aqui em Barangaroo, nas margens desta magnífica baía de Sidney, com a sua famosa ponte e a Opera House! Muitos de vós são deste país, do seu interior ou das dinâmicas comunidades multiculturais das cidades australianas. Outros chegaram das ilhas disseminadas pela Oceania, outros ainda vieram da Ásia, do Médio Oriente, da África e das Américas. Entretanto um certo número chegou de tão longe como eu, ou seja, da Europa! Seja qual for o país donde vindes, finalmente estamos aqui, em Sidney! E juntos estamos presentes neste nosso mundo como família de Deus, como discípulos de Cristo, confirmados pelo seu Espírito para sermos testemunhas do seu amor e da sua verdade diante de todos.Desejo em primeiro lugar agradecer aos Anciãos dos Aborígines que me deram as boas-vindas antes de eu subir para o barco na Rose Bay. Sinto-me profundamente emocionado por me encontrar na vossa terra, sabendo dos sofrimentos e injustiças que esta suportou, mas ciente também da beneficiação e esperança agora em ato, de que justamente todos os cidadãos australianos podem ser orgulhosos. Aos jovens indígenas – aborígines e habitantes das Ilhas do Estreito de Torres – e Tokelauanos, exprimo o meu obrigado pelas tocantes boas-vindas. E, através de vós, envio cordiais saudações aos vossos povos.Senhor Cardeal Pell e Senhor Arcebispo D. Wilson: agradeço as vossas calorosas expressões de boas-vindas. Sei que os vossos sentimentos são o eco do quanto vai no coração dos jovens reunidos aqui nesta tarde e, por isso, a todos vos agradeço. Vejo diante de mim uma imagem vibrante da Igreja universal. A variedade de nações e culturas donde provindes demonstra que a Boa Nova de Cristo é verdadeiramente para todos e cada um; ela chegou aos confins da terra. E, no entanto, sei também que um bom número de vós ainda anda à procura duma pátria espiritual. Alguns dentre vós, sem dúvida alguma bem-vindos entre nós, não são católicos nem cristãos. Talvez outros de vós se movam na periferia da vida da paróquia e da Igreja. A vós desejo oferecer o meu encorajamento: aproximai-vos do abraço amoroso de Cristo; reconhecei a Igreja como vossa casa. Ninguém é obrigado a ficar de fora, porque desde o dia do Pentecostes a Igreja é una e universal. Nesta tarde, desejo abarcar também quantos não estão aqui presentes entre nós. Penso de modo especial nos doentes ou nos deficientes psíquicos, nos jovens encarcerados, em quantos penam à margem das nossas sociedades e naqueles que por qualquer razão se sentem alienados da Igreja. A eles digo: Jesus está perto de ti! Experimenta o seu abraço que cura, a sua compaixão, a sua misericórdia! Há quase dois mil anos, os Apóstolos, reunidos na sala superior da casa juntamente com Maria (cf. At 1, 14) e algumas mulheres fiéis, ficaram cheios de Espírito Santo (cf. Act 2, 4). Naquele momento extraordinário que marcou o nascimento da Igreja, a confusão e o medo, que se tinham apoderado dos discípulos de Cristo, transformaram-se numa convicção vigorosa e na certeza de um objetivo. Sentiram-se impelidos a falar do seu encontro com Jesus ressuscitado, que afetuosamente já tratavam por Senhor. Na sua diversidade, os Apóstolos eram pessoas comuns. Nenhum podia afirmar que fosse o discípulo perfeito. Não tinham conseguido reconhecer Cristo (cf. Lc 24, 13-32), deveriam envergonhar-se da sua ambição (cf. Lc 22, 24-27), tinham-No até negado (cf. Lc 22, 54-62). E todavia, quando ficaram cheios de Espírito Santo, sentiram-se trespassados pela verdade do Evangelho de Cristo e inspirados a proclamá-lo sem medo. Revigorados, gritaram: Arrependei-vos, fazei-vos batizar, recebei o Espírito Santo (cf. At 2, 37-38)! Fundada sobre o ensino dos Apóstolos, a união fraterna, a fração do pão e a oração (cf. At 2, 42), a jovem comunidade cristã saiu a terreiro para se opor à perversidade da cultura que a rodeava (cf. At 2, 40), para cuidar dos seus próprios membros (cf. At 2, 44-47), para defender a sua fé em Jesus que era hostilizada (cf. At 4, 33) e para curar os doentes (cf. At 5, 12-16). E, dando cumprimento ao mandato recebido do próprio Cristo, partiram testemunhando a maior história de todos os tempos: que Deus Se fez um de nós, que o divino entrou na história humana para poder transformá-la e que somos chamados a mergulhar no amor salvífico de Cristo que triunfa do mal e da morte. No famoso discurso feito no areópago, São Paulo introduziu a mensagem assim: Deus a todos dá a vida, a respiração e tudo o mais, para que todas as Nações procurem a Deus e se esforcem por encontrá-Lo, mesmo tateando, embora não Se encontre longe de cada um de nós, porque é n’Ele que vivemos, nos movemos e existimos (cf. At 17, 25-28).A partir de então, homens e mulheres partiram para contar a mesma história, testemunhando o amor e a verdade de Cristo e contribuindo para a missão da Igreja. Ao nosso pensamento vêm hoje os pioneiros – sacerdotes, freiras e frades – que chegaram a estas praias e a outras partes do Pacífico, vindos da Irlanda, da França, da Grã Bretanha e de outros lados da Europa. A maior parte deles eram jovens – alguns não tinham sequer vinte anos – e, quando se despediram para sempre dos pais, dos irmãos, das irmãs, dos amigos, bem sabiam que seria improvável o seu regresso a casa. As suas vidas foram um testemunho cristão livre de interesses egoístas. Tornaram-se construtores humildes mas tenazes duma herança social e espiritual tão grande que ainda hoje proporciona bondade, compaixão e orientação a estas nações. E foram capazes de inspirar uma geração nova. Vem à mente imediatamente a fé que sustentou a Beata Mary MacKillop na sua resoluta determinação de educar especialmente os pobres, e o Beato Peter To Rot na sua firme convicção de que o chefe duma comunidade deve pautar-se sempre pelo Evangelho. Pensai ainda nos vossos avós e nos vossos pais, os vossos primeiros mestres na fé. Também eles sacrificaram muito do seu tempo e das suas forças, movidos pelo amor que vos têm. Com o apoio dos sacerdotes e catequistas da vossa paróquia, eles têm o dever, nem sempre fácil mas altamente gratificante, de vos guiar para tudo o que é bom e verdadeiro, através do seu exemplo pessoal, do seu modo de ensinar e viver a fé cristã.Hoje é a minha vez. A alguns de nós, pode parecer que chegamos ao fim do mundo! Para as pessoas da vossa idade, qualquer vôo reveste-se sempre de uma perspectiva excitante. Mas, para mim, este vôo foi em certa medida causa de apreensão. E todavia a vista do alto sobre o nosso planeta foi verdadeiramente magnífica. As águas tremeluzentes do Mediterrâneo, a magnificência do deserto norte-africano, a floresta luxuriante da Ásia, a vastidão do Oceano Pacífico, o horizonte onde o sol se levanta e desce, o majestoso esplendor da beleza natural da Austrália de que pude gozar nos últimos dois dias; tudo isto gera um profundo sentido de reverente temor. É como se se captassem rápidas imagens da história da criação narrada no Gênesis: a luz e as trevas, o sol e a lua, as águas, a terra e as criaturas vivas. Tudo isto é «bom» aos olhos de Deus (cf. Gen 1, 1 – 2, 4). Imersos em tal beleza, era impossível não dar voz às palavras do Salmista que assim louva o Criador: «Como é grande o vosso nome em toda a terra!» (Sal 8, 2).Mas há mais; algo cuja percepção é difícil quando visto do alto dos céus: homens e mulheres criados nada menos que à imagem e semelhança de Deus (cf. Gen 1, 26). No coração desta criação maravilhosa, estamos nós: vós e eu, a família humana «coroada de glória e honra» (cf. Sal 8, 6). Que maravilha! Com o Salmista, sussurramos para Deus: «Que é o homem para Vos lembrardes dele?» (cf. Sal 8, 5). Imersos no silêncio, num espírito de gratidão, na força da santidade, pomo-nos a refletir. E que descobrimos? Com relutância talvez, mas chegamos a admitir que existem também feridas que desfiguram a superfície da terra: a erosão, o desflorestamento, o esbanjamento dos recursos minerais e marítimos para alimentar um consumismo insaciável. Alguns de vós chegam das ilhas-Estado, que se vêem ameaçadas na sua própria existência pelo aumento do nível das águas; outros de nações que sofrem os efeitos de secas devastadoras. Às vezes a criação maravilhosa de Deus é sentida quase como uma realidade hostil aos seus guardiões, senão mesmo como algo perigoso. Como pode o que é «bom» aparecer assim tão ameaçador?E mais:Que dizer do homem, do vértice da criação de Deus? Todos os dias deparamos com o gênio das conquistas humanas. Devido aos avanços nas ciências médicas e à sábia aplicação da tecnologia até à criatividade que se espelha nas artes, cresce de muitos modos e constantemente a qualidade de vida para satisfação das pessoas. Em vós mesmos, há uma pronta disponibilidade para acolher as abundantes oportunidades que vos são oferecidas. Alguns sobressaem nos estudos, no desporto, na música, ou na dança e no teatro; outros têm um sentido agudo da justiça social e da ética, sendo muitos os que assumem compromissos de serviço e de voluntariado. Todos nós, jovens e idosos, temos momentos em que a bondade inata da pessoa humana – perceptível talvez no gesto de uma criança ou na disponibilidade de um adulto a perdoar – nos enche de profunda alegria e gratidão.Mas tais momentos não duram muito. Por isso, levando por diante a nossa reflexão, descobrimos que não é só o ambiente natural que tem as suas cicatrizes, mas também o ambiente social, o habitat que nós mesmos criamos; feridas essas que indicam que alguma coisa não está certa. Também aqui, nas nossas vidas pessoais e nas nossas comunidades, podemos encontrar inimizades por vezes perigosas; um veneno que ameaça corroer o que é bom, plasmar de modo diferente o que somos e alterar a finalidade para a qual fomos criados. Os exemplos não faltam, como bem sabeis. Entre os mais salientes, contam-se o abuso de álcool e de drogas, a exaltação da violência e a degradação sexual, freqüentemente apresentados na televisão e na internet como divertimento. Pergunto-me como alguém, colocado face a face com pessoas que estão realmente sofrendo violência e exploração sexual, poderá explicar que tais tragédias, reproduzidas de forma virtual, devem considerar-se simplesmente como «divertimento».Além disso, há algo de sinistro que nasce do fato de liberdade e tolerância serem tantas vezes separadas da verdade. Isto é alimentado pela idéia, hoje largamente espalhada, de que não há uma verdade absoluta para guiar as nossas vidas. Na prática dando indiscriminadamente valor a tudo, o relativismo fez da «experiência» a coisa mais importante. Na realidade, as experiências, desligadas de qualquer consideração do que é bom ou verdadeiro, podem conduzir, não a uma liberdade genuína, mas a uma confusão moral ou intelectual, a uma atenuação dos princípios, à perda da auto-estima e mesmo ao desespero.Queridos amigos, a vida não é governada pela sorte, nem é casual. A vossa existência pessoal foi querida por Deus, abençoada por Ele, tendo-lhe dado uma finalidade (cf. Gen 1, 28). A vida não é uma mera sucessão de fatos e experiências, por mais úteis que muitos deles se possam revelar. Mas é uma busca da verdade, do bem e da beleza. É precisamente para tal fim que fazemos as nossas opções, exercemos a nossa liberdade e nisso mesmo, isto é, na verdade, no bem e na beleza, encontramos felicidade e alegria. Não vos deixeis enganar por quantos vos olham como meros consumidores num mercado de possibilidades indiferenciadas, onde a escolha em si mesma se torna o bem, a novidade se contrabanda como beleza, e a experiência subjetiva suplanta a verdade.Cristo oferece mais… antes, oferece tudo! Só Ele, que é a Verdade, pode ser o Caminho e, conseqüentemente, também a Vida. Assim, o «caminho» que os Apóstolos estenderam até aos confins da terra é a vida em Cristo. É a vida da Igreja. E a entrada nesta vida, na vida cristã, é o Batismo. Por isso, nesta tarde, desejo recordar-vos brevemente algo da nossa noção do Batismo, antes de considerar amanhã o Espírito Santo. No dia do Batismo, Deus introduziu-vos na sua santidade (cf. 2 Ped 1, 4). Adotados como filhos e filhas do Pai, fostes incorporados em Cristo. Tornastes-vos morada do seu Espírito (cf. 1 Cor 6, 19). O Batismo não é um ato devido, nem uma recompensa: é uma graça, é obra de Deus. Por isso, na parte final do rito do Batismo, o sacerdote, dirigindo-se aos vossos pais e demais participantes e chamando-vos pelo nome, disse: «És nova criatura» (Rito do Batismo, 99).Queridos amigos, em casa, na escola, na universidade, nos lugares de trabalho e de diversão, recordai-vos que sois criaturas novas. Não vos limiteis a viver cheios de assombro na presença do Criador, alegrando-vos pelas suas obras, mas tende presente que o alicerce seguro da solidariedade humana está na origem comum de toda a pessoa, o vértice do desígnio criador de Deus sobre o mundo. Como cristãos, encontrais-vos neste mundo sabendo que Deus tem um rosto humano: Jesus Cristo, o «caminho» que satisfaz todo o anseio humano e a «vida» da qual somos chamados a dar testemunho, caminhando sempre na sua luz (cf. ibid., 100).A tarefa de testemunha não é fácil. Hoje, há muitos que pretendem que Deus deva ficar de fora e que a religião e a fé, embora aceitáveis no plano individual, devam ser excluídas da vida pública ou então utilizadas somente para alcançar determinados objetivos pragmáticos. Esta perspectiva secularizada procura explicar a vida humana e plasmar a sociedade com pouco ou nenhum referimento ao Criador. Apresenta-se como uma força neutral, imparcial e respeitadora de todos e cada um. Na realidade, porém, como qualquer ideologia, o secularismo impõe uma visão global. Se Deus é irrelevante na vida pública, então a sociedade poderá ser plasmada segundo uma imagem alheada de Deus, e o debate e a política relativos ao bem comum serão conduzidos mais à luz das conseqüências que dos princípios radicados na verdade.A experiência, porém, demonstra que o afastamento do desígnio de Deus criador provoca uma desordem com inevitáveis repercussões sobre o resto da criação (cf. Mensagem para o Dia Mundial da Paz 1990, 5). Quando Deus fica eclipsado, começa a esmorecer a nossa capacidade de reconhecer a ordem natural, o fim e o «bem». Aquilo que fora pomposamente exaltado como engenho humano, bem depressa se manifestou como loucura, avidez e exploração egoísta. E assim fomo nos consciencializando cada vez mais da necessidade de humildade perante a delicada complexidade do mundo de Deus.E que dizer do nosso ambiente social? Permanecemos igualmente alerta quanto aos sinais do nosso voltar as costas à estrutura moral de que Deus dotou a humanidade (cf. Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2007, 8)? Sabemos reconhecer que a dignidade inata de cada indivíduo assenta na sua dignidade mais profunda de imagem do Criador e que, por isso mesmo, os direitos humanos são universais, baseados sobre a lei natural, e não algo dependente de negociações ou de condescendência, e menos ainda de compromissos? Deste modo somos levados a refletir sobre o lugar que têm nas nossas sociedades os pobres, os idosos, os imigrantes, os sem voz. Como é possível que a violência doméstica atormente tantas mães e crianças? Como é possível que o espaço humano mais admirável e sagrado, o ventre materno, se tenha tornado lugar de violência indizível?Queridos amigos, a criação de Deus é única e é boa. As preocupações com a não violência, o progresso sustentável, a justiça e paz, o cuidado do nosso ambiente são de importância vital para a humanidade. Tudo isto, porém, não pode ser compreendido prescindindo duma reflexão profunda sobre a dignidade congênita de cada vida humana desde a sua concepção até à morte natural, uma dignidade que lhe é conferida pelo próprio Deus e, por conseguinte, inviolável. O nosso mundo está cansado da ambição, da exploração e da divisão, do tédio de falsos ídolos e de respostas parciais, e da mágoa de falsas promessas. O nosso coração e a nossa mente anelam por uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa. Esta é obra do Espírito Santo. Esta é a esperança oferecida pelo Evangelho de Jesus Cristo. Foi para dar testemunho desta realidade que fostes regenerados no Batismo e fortalecidos com os dons do Espírito no Crisma. Seja esta a mensagem que de Sidney levareis pelo mundo![Mi rivolgo ora con affetto ai giovani di lingua italiana. Cari amici, anche questa volta avete risposto numerosi al mio invito, nonostante le difficoltà dovute alla distanza. Vi ringrazio, e voglio salutare anche i vostri coetanei che dall’Italia sono spiritualmente uniti a noi. Vi invito a vivere con grande impegno interiore queste giornate: aprite il cuore al dono dello Spirito Santo, per essere rafforzati nella fede e nella capacità di rendere testimonianza al Signore risorto. Arrivederci!Chers jeunes francophones, poussés par le désir d’approfondir votre foi, vous êtes venus des extrémités de la terre pour vivre à Sydney l’expérience unique et communautaire d’une rencontre privilégiée avec le Seigneur. C’est l’Esprit Saint qui vous a rassemblés ici. Puisse-t-Il vous permettre de expérimenter sa présence dans votre cœur et vous pousser à rendre témoignage avec ardeur de Jésus-Christ mort et ressuscité pour vous!]Liebe Freunde, die ihr mich in meiner Muttersprache versteht, von Herzen grüße ich euch alle. Erweist euch überall als freudige Zeugen der frohmachenden Botschaft Jesu! Sprecht mutig von eurem Glauben, auch wenn ihr zuweilen auf Widerspruch stößt und das Kreuz der Ablehnung erfährt. Der Herr, der für uns ein größeres Kreuz getragen hat, wird euch beistehen. Gott schenke euch eine gute, gesegnete Zeit hier in Australien.Queridos jóvenes de lengua española, la misión de ser testigos del Señor en todos los lugares de la tierra es una apasionante tarea, que exige acoger su Palabra e identificarse con Él, compartiendo con los demás la alegría de haber encontrado al verdadero amigo que nunca defrauda. Que este reto agrande vuestra generosidad. Un saludo muy cordial a todos.]Queridos amigos dos vários países de língua oficial portuguesa, bem-vindos a Sidney! A todos saúdo com afecto: os de perto e os de longe. Lá, na vossa Pátria, tereis ouvido Jesus segredar-vos: «Sereis minhas testemunhas… até aos confins do mundo» (Act 1, 8). A viagem mais ou menos longa que enfrentastes para chegar até aqui, à Austrália ou – de seu nome cristão completo – «Terra Austral do Espírito Santo», não deixou em vós a sensação de terdes chegado aos confins do mundo? Pois bem! É com grande alegria que o Papa vos acolhe para vos confirmar como testemunhas de Jesus, por Ele acreditadas com o dom do seu próprio Espírito.
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Papa Bento XVI

DESCOBRIR ALGUEM LEVA TEMPO

Descobrir alguém leva tempo
Pena que somos superficiais e desistimos facilmente frente ao primeiro desencantoComo é bonito às vezes parar e analisar as pessoas, seus relacionamentos, suas atitudes, enfim, seus detalhes. A cada análise descobrimos novas dimensões do coração humano.
Partilho com você algo que descobri por meio do ofício de observar: percebi que cada vez mais as pessoas são intolerantes, impacientes e propensas a rotular as outras.
Poucas têm paciência com o outro e muitas, se não alcançam respostas imediatas, desistem da pessoa. Descobrir alguém leva tempo. Pena que somos superficiais e desistimos facilmente frente ao primeiro desencanto. Não é porque a pessoa não sorriu ou porque tenha um defeito latente, que temos o direito de encarcerá-la em um rótulo infeliz. Garanto que muitas vezes você também não conseguiu fazer o bem que queria, nem conseguiu sorrir como queria, tampouco conseguiu amar como desejava, e o que é pior: reagiu como não queria reagir e fez o que não queria fazer. Mas tentou. Mesmo que o resultado tenha sido o insucesso, você tentou acertar.
Acredito que todos querem ser bons e felizes, todos lutam por isso. Ninguém é infeliz porque quer, mas nem todos conseguem ser o que desejam.
Quem lhe garante que palavras ásperas não são um pedido de socorro de alguém que recebeu pouco amor na vida e que pede desesperadamente que você a ensine a amar. Pode ser que as atitudes que o irritam sejam prova do esforço mais profundo de um coração querendo sinceramente fazer o bem.
Mesmo que o amor que você recebe não seja aquele que você queria, nem do jeito que queria... é amor. Pode ser que os gestos de amor que são repugnantes para você seja o tudo que o outro pode lhe dar. Precisamos aprender a acolher o que o outro pode nos oferecer hoje, valorizando o que ele nos oferece.
Não podemos ser cruéis a ponto de destruir em nós aqueles que não nos agradam. O Cristianismo não funciona assim. Aliás, quais foram as pessoas amadas por Jesus, que mereceram o amor d’Ele? Ou melhor: você merece? Eu mereço?...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

SEXO NO PLANO DE DEUS

Sexo no plano de Deus
O ato sexual é a 'celebração do amor', como que a 'liturgia do amor conjugal'O livro do Gênesis assegura que ao criar todas as coisas Deus “viu que tudo era bom” (Gen 1,25). Portanto, tudo o que Deus fez é belo.
O mal, muitas vezes, consiste no uso mau das coisas boas. Por exemplo, uma faca é uma coisa boa; sem ela a cozinheira não faz o seu trabalho. Mas, se um criminoso a utilizar para tirar a vida de alguém, nem por isso a faca se torna má. Não. O mal é o uso errado que se fez dela.
Da mesma forma o sexo é algo criado por Deus e maravilhoso. É por meio dele que a criança inocente vem ao mundo.
Assim como Deus deu ao casal humano a missão de gerar os filhos “crescei e multiplicai” (Gen 1,28), também providenciou o sexo como instrumento de procriação. E mais: para fortalecer a união e o amor do casal fez do sexo também o meio mais profundo da manifestação do amor conjugal. Podemos dizer que o ato sexual é a “celebração do amor”, como que a “liturgia do amor conjugal”. E é no ápice dessa celebração do amor que o filho é concebido. Isto é, ele não é somente a carne e o sangue do casal, mas, principalmente, o fruto do seu amor. É por isso que a vida sexual de um casal que não se ama de verdade nunca é harmoniosa.
O sexo é manifestação do amor. Sem este, ele fica vazio, desvirtuado e perigoso como aquela faca na mão do assassino. Faz muitas vítimas… O que é a prostituição senão o sexo sem amor? É apenas um ato de prazer, comprado, com dinheiro ou outros meios.
No plano de Deus a vida sexual só tem lugar no casamento. São Paulo, há dois mil anos, já ensinava aos coríntios: “A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa” (1 Cor 7,4). O Apóstolo não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado; nem que o corpo da noiva pertence ao noivo. A união sexual só tem sentido no casamento, porque só ali existe o comprometimento de vida conjugal, vida a dois, na qual cada um assumiu um compromisso de fidelidade com o outro. Cada um é “responsável pelo outro até a morte”, em todas as circunstâncias fáceis e difíceis da vida. Sem este “compromisso de vida” o ato sexual não tem sentido e se torna perigoso.
As conseqüências do sexo vivido fora do casamento são terríveis: mães e pais solteiros; filhos abandonados, ou criados pelos avós, ou em orfanatos. Muitos deles se tornam os “trombadinhas” e delinqüentes que cada vez mais enchem as nossas ruas, buscando nas drogas e no crime a compensação de suas dores. Quantos abortos são cometidos porque se busca apenas, egoisticamente, o prazer do sexo, e depois, elimina-se o fruto: a criança! Só no Brasil são 4 milhões por ano. Quatro milhões de crianças assassinadas pelos próprios pais!
As doenças venéreas também são flagelos do sexo fora do casamento. Ainda hoje convivemos com os horrores da sífilis, da blenorragia, do cancro, sem falar do flagelo moderno da AIDS. O remédio contra a AIDS é a vivência sexual apenas no casamento; e não, como se propõe, irresponsavelmente, o uso de “camisinhas”, em vez de se eliminar o vício pela raiz.
É urgente que os cristãos, pais, professores e educadores, tenhamos a coragem de ensinar novamente a castidade aos jovens. Um jovem que se mantém casto até o casamento, além de tudo, prepara a sua vontade e exercita seu autodomínio para ser fiel ao cônjuge no casamento. É preciso mostrar urgentemente aos jovens os valores da castidade, tanto em pensamentos como em atos. A televisão e os filmes pornográficos de vídeos, as revistas eróticas, abundantes e asquerosas, injetam pólvora no sangue de nossos filhos, fazendo-os escravos do sexo. E por causa disso estamos vendo meninas de 13, 14 anos, grávidas, sem o menor preparo e maturidade para serem mães.
Temos que acordar. Temos que ter a coragem de oferecer aos jovens a opção da pureza que Jesus nos legou: “Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5,8). Nesse assunto Cristo foi exigente e não deixou margens a dúvida: “Todo aquele que olhar para uma mulher com desejo de cobiça, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27).
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Nas tempestades da vida... Tenha esperanças


Nas tempestades da vida... Tenha esperanças
A vida nos desafia a desbravar nossas dificuldades.


“Por vários dias, não vimos nem o sol, nem as estrelas, e a violenta tempestade continuava a nos ameaçar. Já tínhamos perdido toda a esperança de salvação” (At 27, 20).
Qual a situação da sua vida que necessita de esperança?
Mesmo que, por vários dias, meses e anos a sua vida esteja sem sol e sem estrelas, o tempo nublado com nuvens cinzentas, não se deixe envolver pelo desânimo. As dificuldades não podem fazer da sua vida uma contínua tempestade agitando o seu interior a ponto de dizer já perdeu toda a esperança. Por mais que os acontecimentos causem medo e sejam assustadores, Deus está conosco! Nas tempestades da vida tenha esperança! Em vez de dizer que já perdeu toda a esperança, proclame: ainda tenho um restinho de esperança, que me faz ver a salvação que vai acontecer!
Durante a caminhada da vida os ventos contrários irão ocorrer, portanto, é necessário coragem e confiança para continuar a caminhar. Há momentos em que os passos estão lentos, e parece que estamos andando para trás. A vida é assim, mesmo com ventos contrários, somos desafiados a desbravar cada dificuldade e a perceber que vamos driblando e passando por elas.
Uma das áreas da vida que mais abalam uma pessoa é o lado material, e quando o resultado do "balanço geral" de uma vida inteira é prejuízo, essa pessoa entra num desespero total. É urgente verificar o valor que você está dando para a sua vida; conforme passa o tempo o mundo vai tornando-se mais perigoso e as coisas valendo mais que a vida. As perdas materiais não podem fazer de você uma pessoa infeliz.
Imagine um navio com duzentas e setenta e seis pessoas sendo jogado de um lado para o outro durante vários dias por causa da violência da tempestade, e neste navio há seus familiares e amigos. O que vale nessa hora é a vida de cada pessoa, o navio pode afundar.
A Eucaristia tem que ser para o cristão o centro de sua vida, Ela nos reanima para continuarmos a caminhada do dia-a-dia. A cada Eucaristia nos abastecemos de esperança.
Tem Jeito!

terça-feira, 8 de julho de 2008

PHN 10ANOSTEMRECORDI DEPIBLICO NA CANÇÃO NOVA

PHN reúne 137 mil pessoas na Canção Nova

"A Canção Nova está no caminho certo." A afirmação foi feita pelo vice-presidente da Fundação João Paulo II (FJPII), Welington da Silva Jardim (Eto), diante do recorde de público apontado pela Infra-estrutura, no Acampamento de Oração para jovens PHN. 137 mil pessoas estiveram presentes no evento que aconteceu neste final de semana na sede da Comunidade, em Cachoeira Paulista (SP).
Para Eto, atrair esse esse público é a missão da Canção Nova. "Ver tantos jovens reunidos é um conforto para o coração depois de tanto trabalho. Quero agradecer aos jovens que vieram ao PHN e que são o futuro do Brasil. Os jovens que aqui estiveram mostraram que quando têm Deus no coração são invencíveis, ao contrário do que o mundo prega", disse.Segundo a infra-estrutura, mais de 7 mil barracas ocuparam a área de camping, e mais 7,4 mil veículos entre ônibus, microônibus, vans, carros e motos passaram pelo local. Para receber esse público a Canção Nova conta com a ajuda de órgãos competentes. "Um evento deste porte não é possível realizar sem ajuda dos órgãos competentes, hoje temos um trabalho muito bom e eficiente com a Polícia Militar que nos ajudou diretamente na segurança interna e externa, e dos demais órgãos da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Estadual, cada um na sua área, colaborou para a eficácia desta logística. E claro, contamos ainda com a ajuda de voluntários", afirmou Paulo Sérgio Eleutério, superintendente de Infra-estrutura da Canção Nova.O idealizador do evento, e missionário da Comunidade Canção Nova, Dunga, acredita que os jovens foram atraidos para a Canção Nova neste final de semana, pela radicalidade da pregação do PHN, o missionário acredita na juventude. "Com esta quantidade de jovens podemos concluir que a juventude tem esperança. A Igreja pode confiar no jovem porque ele vai corresponder, e a Canção Nova atrai jovens para todo mundo ver", afirmou.
Paulo Eleutério, atribui o sucesso do acampamento também aos sócios. "Graças a Deus a Canção Nova tem trabalhado dia-a-dia com a ajuda dos sócios para acolher as pessoas que vêm participar dos eventos. Hoje temos condições de atender esse público, sabendo que temos ainda muito a melhorar, trabalhamos diariamente para que isso aconteça", afirmou.Esse público recorde, não é motivo de acomodação, a meta, segundo Dunga, é reunir ainda mais jovens no próximo PHN. "Se trouxemos agora este público, já queremos superá-lo no PHN 11 anos que tem data marcada, 03, 04 e 05 de julho de 2009. É uma vitória de toda a Canção Nova, de todos os departamentos. O PHN se tornou uma espiritualidade. A espiritualidade da luta contra o pecado."
O PHN (Por hoje não vou mais pecar) começou há dez anos por uma inspiração do Dunga, missionário da Comunidade Canção Nova, e tem sido assumida por uma multidão de pessoas no Brasil e, até no mundo, que buscam viver uma vida coerente com o Evangelho, dizendo a cada dia "Não" ao pecado e "Sim" à busca da Santidade, principalmente, com a Castidade, na vivência da Sadia Convivência entre homens e mulheres.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Namoro é construção

Namoro é construção
Para construir um sólido namoro é preciso cultivar uma nova históriaO namoro, como toda relação humana, é encontro. Encontro de dois universos, duas histórias, duas maneiras diferentes de compreender a vida. Nesse encontro cada um carrega o que lhe é próprio: suas circunstâncias, determinismos, a educação recebida por parte dos pais e familiares, enfim, sua identidade. Quando tais diferenças começam a aparecer acontecem os primeiros “choques” relacionais, pois, descobrir um outro que não sou eu, que pensa diferente e que não age do jeito que eu acho que é certo, por hora, causa desconcerto, desinstalando assim meu universo.
Existem realidades na identidade do outro que são sagradas e nos agridem pelo simples fato de existirem. São costumes, formas de pensar, percepções, que, muitas vezes, se chocam com nossos conceitos e inauguram no coração um intenso processo de ira.
Em tais momentos faz-se necessário uma aguçada sensibilidade para acolher a verdade do outro naquilo que o compõe, com respeito e compreensão: Entendendo que, com ele, é diferente, pois sua história foi outra e que, mesmo assim, ele é muito mais do que nossos preconceitos o pintaram. Por isso, precisamos estar abertos para descobrir sua essência para além de nossos julgamentos.
A base para que todo namoro – e relação – seja sadio é o respeito pela história e identidade do outro. Respeito este que se traduz em uma sincera “acolhida” de tal identidade e pela disposição para adentrar naquilo que a constitui.
As cenas acontecidas em nossa história, por mais duras que tenham sido, não têm o poder de nos determinar eternamente no que seremos, pois, o ser humano é sempre um “ser de possibilidades e de superação”.
Para construir um belo e sólido namoro é preciso cultivar e consciência de que a acolhida – com o sagrado respeito – das raízes que emolduram o outro e a disposição para construir com ele uma nova história, a partir do real, são realidades essenciais.
Também acontece que, muitas vezes, o que atrapalha profundamente um relacionamento não são tanto os defeitos que vemos no outro, mas o receio despertado em nós diante da diferença que o caracteriza. Pois tal percepção pode trazer à tona o medo inconsciente de nos perdermos de nossa identidade em virtude de uma outra, com outros valores e significações, a qual aos poucos começa a invadir nosso mundo e a bagunçar nossas estruturas.
Só quem sabe perder pode verdadeiramente ganhar (cf. Mc 8,35); por isso, para crescermos em nossos relacionamentos será necessário nos despojarmos do receio de nos perder e de ser contrariados, para nos lançarmos no amor que se expressa na doação. E doar-se não significa afastar-se do que se é para agradar alguém, isso se chama alienação. A doação se caracteriza quando abrimos mão – com respeito à nossa identidade, é claro – do “nosso jeito”, do que “nós achamos certo”, das “nossas razões”, para assim alargar nossa compreensão e nos permitir apreender com um outro jeito de perceber as realidades. A diferença do outro existe para nos acrescentar algo e não para nos destruir.
A (o) namorada (o) é alguém que está ao nosso lado para nos ajudar a crescer e a compreender o que ainda não somos capazes de enxergar; enfim, para nos completar em nossas ausências. Contudo, a construção do namoro é um processo de lapidação que requer paciência e perseverança. Por mais que ambos pareçam “pedras imóveis e informes” existe – no solo sagrado desses corações – lindos e preciosos diamantes, que cada qual tem a missão de descobrir.
A lapidação é um processo que causa dor, pois nele são arrancados os excessos que não pertencem à essência do diamante. O tempo se encarregará de revelar o que nos é essencial e o que, de fato, não nos pertencia, mas nos foi imposto devido ao solo que nos abrigava.
No namoro ninguém está pronto, ambos têm a missão de se construírem reciprocamente nessa belíssima lapidação, que dá luz ao genuíno amor e que investe a existência de sentido e satisfação. Namoro é uma contínua construção, pois esse relacionamento não se torna maduro da noite para o dia. Nele é preciso investir, construindo no hoje o diamante que se evidenciará amanhã...
“Que a dor ocasionada pela perda de nossos pedaços – será que nossos mesmos?... – não nos impeça de contemplar a beleza do diamante que está nascendo”.
Deus abençoe o seu namoro!

sábado, 12 de abril de 2008

O melhor Remédio

A amizade é como o sol que ilumina a vida dos seres. Assim se exprimiu o filósofo romano Marco Túlio Cícero: ” Tiram o sol do mundo aqueles que tiram a amizade da vida.” Sem amizade a vida fica escura e sem alegria. Os psicólogos sabem informar que pessoas sem amigos sofrem muito mais de fatalidades e crises. Muitas vezes não conseguem superar a experiência de um sofrimento mais profundo. É precisamente no sofrimento que se comprova o amigo. Quem fica fiel nesta hora mostra que é realmente amigo. Conhece-se o verdadeiro amigo na adversidade.
Para onde irei quando todas as cordas rebentarem, quando tudo sobre mim vier abaixo? Quem aparecer então espontaneamente, este será meu melhor amigo e minha melhor amiga. Saber que posso ir ao amigo, à amiga, em qualquer situação e a qualquer tempo é um porto seguro. Ele dá força para me decidir sempre de novo pela vida e enfrentar os perigos internos e externos.
O amigo não precisa estar sempre comigo e perto de mim. Basta que eu tenha certeza de sua amizade. Isto me ajuda a suportar alguma dor, alguma decepção e alguma doença sem desesperar. Não preciso telefonar todo dia, pois sei que, se precisar dele, ele me ouvirá, tudo fará para me ajudar.
“Não me alegro tanto pela andorinha
que me traz a mensagem da primavera
e que à renovação eterna canta hinos,
mas alegro-me bem mais
pela mensagem do amigo
que me traz o que preciso para a vida.”
(Friedrich Rückert)
Aos meus amigos … amo-vos de todo o coração!
JULIANO HEITOR

Assumindo a própria vocação

Assumindo a própria vocação
“Meu irmão, pai e mãe de família, jovem, adolescente até mesmo você criança, seja você quem for, tenha vivido o que você viveu, seja qual for seu estado de vida e saúde, assuma sua vocação. Assuma a missão que Deus já lhe confiou desde toda a eternidade. Sabe por que o mundo não está melhor? Porque muitos não acolheram a disposição de Deus a respeito da sua própria vida. Deus quando criou você tinha um propósito definido. Cada um tem um lugar exato diante de Deus.
Precisamos ser aquilo que somos e não aquilo que o mundo nos atrai a ser, para que assim realizemos o propósito de Deus na nossa vida. Não podemos querer realizar o próprio plano pessoal, na profissão, na vida, no casamento… Quanta gente errou porque agiu pela emoção, pela paixão, e acabou sendo a pessoa errada para aquela pessoa com quem se casou, porque não foi feito com capacidade para agüentar aquela pessoa; isso por ter insistido nos seus propósitos. Mas Deus tem um “projeto-estepe” para sua vida, tudo tem conserto se você voltar atrás. Quanta gente infeliz porque não realizou os propósitos de Deus em sua vida.
Que maravilha quando a pessoa ocupa o lugar que Deus lhe deu. Como a gente é feliz ao fazê-lo! Mesmo neste “vale de lágrimas”, diante de todas as coisas que acontecem ao nosso redor, em meio a tantas tribulações é possível ser feliz. Uma mãe, que passa por tantas tribulações com seu marido e filhos, Deus lhe dá forças para ficar com aquela família, pois o Senhor precisa dela ali para agüentar tudo isso, e mesmo no meio de tantas tribulações aquela mulher é feliz; isso parece contraditório, mas não o é.
Deus não quer você infeliz; ao contrário, no plano primeiro de Deus você precisa ser feliz com aquela felicidade que Ele reservou para você. Obediência e felicidade são sinônimas. Obedecer a Deus e àqueles que Ele colocou na nossa vida é graça. Quantos não foram obedientes a seus pais e deram com a “cara no chão”. Deus o fez e o quis assim, é por isso que você tem esse DNA. Ele quis que você nascesse daquele pai e daquela mãe. O Senhor sabia muito bem que somente aquele homem e aquela mulher poderiam ter aquele DNA, o qual passaria para você essas capacidades.
Jesus anda ainda hoje de lugar a lugar e ao olhar as nossas casas se compadece porque os filhos de seu Pai estão cansados e abatidos como ovelhas sem pastor. Por isso, Ele pede: “Envia operários para sua messe”. Jesus não fala somente das vocações sacerdotais, comunidades, não! Ela fala da sua própria vocação.
Também com os erros de seus pais você foi formado. Não maldiga isso! Que hoje seja um dia de grande perdão a seus pais e educadores, pois eles formaram você para que fosse a “pedrinha” de Deus e chegasse no lugar certo. Eu não vou nomear vocações porque hoje há muitas profissões necessárias para o mundo. Você precisa fazer tudo o que faz com Deus e para Deus. Até mesmo o seu passatempo e sua diversão precisam ser com Deus e para Deus.
Meus irmãos, o Senhor promete que virá e transformará todas as coisas, mas Ele olha o agora e precisa de alguém que faça tudo com Ele e para Ele. Na profissão que você estiver precisa fazer o melhor, tudo precisa ser carregado de amor.
Hoje é dia de dar uma grande guinada, você tem um propósito de Deus desde toda a eternidade, você precisa ir à frente e realizar tudo da maneira que o Senhor quer.
O Senhor nos manda para os perdidos, e quantos perdidos por aí… Perdidos de si próprios, perdidos no casamento, no dinheiro… Diante das “ovelhas” perdidas são necessários padres, religiosos, membros de comunidades e pessoas de todas as profissões para salvá-las. Às vezes, nem é um padre que “fisga” a pessoa para Deus, mas o Senhor escolheu você para isso. Quantos pais “fisgando” filhos, e filhos “fisgando” pais!
Deus deixa você “munido”, por isso não deixe de lado os dons do Espírito Santo. Os “lobos” estão aí e, muitas vezes, com “peles de ovelha”, estão atraindo a muitos, então, se não for pelo poder do Espírito Santo você não conseguirá. Seja aquele filho de Deus que Ele escolheu a dedo e “fisgue” todos aqueles que Ele quiser”.
Monsenhor Jonas Abib

quinta-feira, 10 de abril de 2008

CONFERENCIA NACIONAL DOS BISPOS TRAZEM TRAÇAM NOVOS RUMOS PARA IGREJA

Evangelização da Juventude na pauta da coletiva desta terça
Kelen Galvan Indaiatuba (SP)
Canção Nova
Dom Maurício Grotto, Cardeal Odilo Scherer e Dom Walmor Azevedo na coletiva desta terça-feira
"Oferecer condições para que o jovem seja jovem". Segundo Dom Maurício Grotto, Bispo de Assis (SP), este foi o motivo que levou a CNBB a escrever um texto no ano de 2006, que no ano seguinte tornou-se o documento 85 "Evangelização da Juventude". Este foi um dos tópicos discutidos na coletiva de imprensa desta tarde. O Ano Paulino, o Sínodo dos Bispos e as Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil também fizeram parte da pauta.
Além de Dom Maurício, participaram da coletiva, Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo e Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte (MG).
O Documento 85, apresentado esta manhã, na Assembléia, traz orientações específicas para este trabalho evangelizador com os jovens. Segundo Dom Maurício, nos países latinos, praticamente 50% da população é jovem e muitos destes acabam tornando-se vítimas de promessas de vida fácil e de felicidade rápida. "Não podemos ficar de braços cruzados. Os jovens procuram um sentido para a vida e uma vida de sentido", alertou.
"O Documento Aparecida traz novo vigor à juventude, sobretudo, no que se refere ao trabalho missionário, traz uma nova luz e um novo ardor", destacou o Bispo. Ele explicou que a Igreja está empenhada em acolher o potencial evangelizador da juventude e, que ao sair em missão, é preciso que os jovens possam dar testemunho de comunhão: "Como nós vamos enfrentar a evangelização se não tivermos uma formação básica e uma espiritualidade capaz de vencer os desafios e o testemunho de vida?
Dom Maurício ressaltou que a primeira etapa para ser um discípulo e missionário de Cristo é ter um encontro pessoal com Ele. “E não parar apenas nesta etapa, mas aprofundar um contínuo relacionamento com Jesus”, acrescentou.
Ano Paulino e Sínodo dos Bispos
Estes temas foram apresentados, rapidamente, por Dom Odilo ao explicar que o Ano Paulino está sendo preparado para ser vivido de maneira integrada ao Ano Catequético.
O Ano Paulino, celebrado a partir de 28 de junho deste ano até 28 de junho de 2009, lembra os dois mil anos do nascimento de São Paulo, Apóstolo. O Ano do Apóstolo dos Gentios, segundo o cardeal, será muito importante para a Igreja. "São Paulo foi um grande instrumento de Deus para a difusão do Evangelho no primeiro século do Cristianismo. Foi um grande discípulo de Cristo e tem muito a nos ensinar", destacou.
Dom Odilo falou que foram escolhidos alguns nomes de bispos para participar do Sínodo, que acontecerá em outubro deste ano, em Roma. “Os nomes serão enviados ao Papa para serem homologados”.
Segundo o arcebispo de São Paulo, este Sínodo será uma revitalização do anúncio da Palavra de Deus: "A Igreja vive da fé em resposta à Palavra. Buscamos agora os meios de anunciá-la com mais eficácia".
Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora no Brasil
Dom Walmor, presidente da Doutrina da Fé da CNBB, explicou que as Diretrizes são revistas a cada quatro anos. A que ocorre agora, seria no ano passado. Ela foi marcada para este ano a fim de aproveitar o conteúdo da V Conferência.
Segundo o Bispo, confeccionar as novas diretrizes "é o mais importante para o caminho missionário no Brasil". “O desafio é colocar as novidades do Documento de Aparecida, enriquecido com a operacionalização delas”, pontuou. “Para nós, o grande desafio é definir modalidades e dinâmicas para que o trabalho missionário tenha um rosto próprio brasileiro, no contexto da missão continental. Assumimos este compromisso em Aparecida”.
"Não se trata de, mais uma vez, renovar as diretrizes. Trata-se de uma atualização, à luz desafiante do Documento Aparecida", explicou Dom Walmor.
Dom Odilo contribuiu dizendo que com o Documento Aparecida, houve uma mudança de mentalidade: “A Igreja volta-se para o estado permanente de missão”.